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Muitas dúvidas giram entorno de como declarar todos os rendimentos e despesas, não é mesmo? Ainda mais quando falamos em imóveis e por aquisições Saiba mais.

11Como proceder? Na compra de um imóvel, devo declarar em conjunto com meu marido?

Um exemplo a seguir mostra uma dentre tantas dúvidas quando nós, mulheres que colaboramos com o rendimento familiar de casa, temos ao declararmos o importo de renda.

MERCADÃO DO TUCURUVI COMEMORA 66 ANOS – ZONA NORTE

“Tudo de primeira, pro seu paladar… Vem, pode provar!”

Os versos acima são do samba-enredo da Acadêmicos do Tucuruvi, no carnaval de 2004. Está certo que o enredo naquela ocasião tratava do Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, mas, sem dúvida, também se aplica ao Mercado Municipal do Tucuruvi, que completou 66 anos no último dia 17 de julho.
Uma história que se confunde com o próprio bairro e seus moradores. Percorrer os corredores e barracas – hoje, com a modernização, chamadas de boxes – é uma viagem por cores, sabores, texturas e paladares. Uma viagem pelos sentidos que envolve um trabalho árduo de dezenas de funcionários e permissionários – os donos dos boxes.

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O Mercadão fora inaugurado em 1949, na Av. Nova Cantareira, mas não no atual prédio. Vinte anos se passaram até que o local ganhasse o atual galpão, no número 1.686. O prédio que abrigava a antiga Tecelagem Santa Catarina é um dos mais antigos do bairro. Naquele tempo, o entorno não possuía a quantidade de casas e outras construções. O chão de terra era o cenário, enquanto o Mercadão tinha características muito diferentes do que vemos hoje.

Emiko Origuchi (na foto acima, é uma das pequenas crianças, na inauguração do Mercado) é uma das pessoas que cresceu com o Mercadão. Ao lado dos pais e funcionários, com apenas 3 anos de idade, a pequena Emiko presenciava aquilo que seria parte de sua vida. Já são 47 anos no local, em um trabalho que passou de geração a geração. “Tenho filhos, mas eles não querem saber de me ajudar aqui não! Aqui é o meu segundo lugar, porque a gente passa mais tempo aqui do que em casa. O pessoal que está aqui é como se fosse uma família, como se fossem parentes”, conta Emiko, moradora de Vila Nova Mazzei, e cuida do box de aves juntamente com os pais.

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Já Helena Keiko, do Horti-Fruti Era Vegetal (foto acima), está no Mercadão há 5 anos, responsável pelo box de hortifruti. Porém, o aparente pouco tempo esconde a presença de Helena na região: moradora da Zona Leste, trabalha na Zona Norte há 25 anos, sendo 47 de trabalho no ramo. E, nesse período, o trabalho tornou-se lugar para fazer amizades. Entre elas, a advogada Marina de Oliveira, moradora de Santana. São 20 anos frequentando o Mercadão: “Eu gosto do atendimento, dos produtos maravilhosos, a qualidade é muito boa! Verduras e legumes, só aqui. Tudo fresquinho! Eu a conheci na feira, comprava na barraca dela. Ela mudou pra cá e eu vim atrás!”. Ela, no caso, é Helena, que ficou por 22 anos em uma feira na Av. Engenheiro Caetano Álvares. “Essa é a diferença: com os clientes a gente tem esse contato direto, cria uma afinidade. É amizade, mesmo!”.

A cabeleireira Xuxa é outra frequentadora do Mercado, desde os 15 anos de idade, com a avó. Nascida na Zona Norte, Xuxa é só alegria ao falar do lugar: “Eu gosto muito das frutas, morango, banana, laranja. São frutas com qualidade, saudáveis, é bacana. Eu gosto muito daqui! Eu adoro caqui, é uma maravilha, tem proteínas, levanta o astral. Adooooro!”.

Para manter essa “máquina” funcionando, a administração é fundamental. No comando do Mercado Municipal do Tucuruvi há pouco mais de dois anos, Ricardo Timóteo conhece o local há pelo menos 50 anos. “Meu pai foi um cliente assíduo desse mercado, conhecido por alguns permissionários que estão aqui há 40, 45 anos. Eu conheci quando ele ainda era no prédio da Kalunga”, conta o administrador.

Entre as atribuições de Ricardo, está o cumprimento da legislação do Mercado por parte dos permissionários. Além de zelar pelo prédio e a administração dos comerciantes, Ricardo realiza a verificação de alimentos, voltada à garantida da qualidade e da segurança alimentar dos produtos.

No entanto, o aparente trabalho burocrático é substituído por uma série de ações que visam envolver a comunidade local com o Mercado. “É isso que estamos mudando no Mercado: trazer um pouco mais de cultura, de responsabilidade social. Fizemos workshops, e eu gostaria de fazer mais ainda. O que nos falta é a questão do local. Temos uma cozinha experimental, e eu estou tentando junto ao executivo e com parcerias um investimento no sentido de ocupar esse espaço para trazer a comunidade para dentro do mercado”, conta Ricardo.

Os 22 boxes e 14 bancas do Mercadão tomam cuidado com o desperdício de alimentos. A grande variedade na oferta de produtos exige que esse cuidado seja diário. De acordo com Ricardo, o Mercadão contempla associações que recebem produtos que não estão bons para serem expostos nas gôndolas, mas estão próprios para consumo. Porém, o pouco que é desperdiçado poderia tornar-se adubo ou ração. “O que eu venho reivindicando na Secretaria [de Abastecimento] é a construção de uma usina de compostagem para que possamos fazer a reciclagem desses produtos”, afirma Ricardo.

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Para celebrar a data, o Mercadão festejou seus 66 anos no último sábado (18/7). O Coral Vozes do Caminho, do qual Ricardo Timóteo também participa, levou alegria e paz com uma seleção de músicas da MPB e outras que renovam as esperanças.

Esperanças mais que renovadas para que o Mercado Municipal do Tucuruvi continue com sua vocação: oferecer diversidade e produtos de primeira, mantendo a amizade de seus frequentadores e com cada vez mais ações voltadas à comunidade.

fotos de arquivo gentilmente cedidas por Emiko Origuchi

Fonte: jornalspnorte.com.br